O coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP/FGV), Roberto Rodrigues (ex-ministro da Agricultura de 2002 a 2006) defendeu, na audiência pública realizada nesta segunda-feira, no Supremo Tribunal Federal, a importância da manutenção do novo Código Florestal. Segundo ele, a legislação é “atualíssima”, e não um projeto “surgido do nada”, mas sim resultado de vários anos de discussão ampla e de um grande pacto nacional que confere segurança jurídica ao agronegócio e garante o papel do Brasil na questão da segurança alimentar do mundo.
Rodrigues afirmou que, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), até 2020 a oferta de alimentos precisa crescer 20% para que não haja fome, e que o Brasil tem uma capacidade de crescimento de 40%, enquanto muitos países não chegam a 10%. “O Brasil tem pela frente a expectativa de ser o campeão mundial da segurança alimentar, e portanto o da paz”, afirmou. “Para isso, é preciso uma estratégia clara, cuja essência é a segurança jurídica”.
Ele sustenta que, hoje, o agronegócio brasileiro, graças ao avanço da tecnologia, produz muito mais em áreas muito menores. “A produção brasileira de grãos nos últimos 25 anos aumentou cerca de 260%, enquanto a área plantada com grãos cresceu apenas 53%”, afirmou, dizendo que, para se chegar à safra atual com os meios de 25 anos atrás, seriam necessários mais 78 milhões de hectares. “Ou seja, nós preservamos 78 milhões de hectares”, argumentou.
Segundo o especialista, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA) criados pelo novo Código legitimam a produção agropecuária e criam uma agenda de recomposição de milhões de hectares, entre outras vantagens. Por outro lado, a não manutenção da nova legislação traria impactos negativos como a queda na produção de alimentos, a perda de postos de trabalho e o êxodo rural.
Fonte: Justiça em Foco






Uma parceria entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e as prefeituras dos municípios de Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, e Querência pretende promover mais agilidade na regularização de imóvel rural em Mato Grosso. A parceria terá apoio dos Institutos Centro de Vida (ICV), de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e o The Nature Conservancy (TNC).
Membros da European Feed Manufacturers’ Federation (FEFAC), federação que congrega associações de indústrias de alimentos para animais de 23 países da União Europeia foram recebidos pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Seneri Paludo, ontem. Eles estão em Mato Grosso para conhecer o programaProduzir Conservar e Incluir (PCI), apresentado pelo Governo do Estado durante a COP 21, e também para apresentar os critérios de sustentabilidade definidos pelo setor para a produção de matéria-prima utilizada pelas indústrias.


O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou a liberação de apoio financeiro de R$ 24,5 milhões à Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Estado do Ceará (Semace) para implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) naquele Estado. São recursos não reembolsáveis.