Agronegócio em alta no Brasil atrai jovens em busca da profissionalização

1457041003Os jovens despertam mais a cada ano para as oportunidades de empreender e fazer uma carreira no campo. E não só os filhos de produtores. “Nossa agropecuária cresceu com a ajuda da ciência e da tecnologia. Passamos de importadores de alimentos para o topo do ranking de exportação, contribuindo para o sucesso da nossa economia”, afirma Daniel Carrara, secretário Executivo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Em sua opinião, hoje, a agropecuária brasileira tem um nível elevado de sofisticação de suas operações, novas carreiras e novos perfis profissionais. “Os requisitos de cada cadeia produtiva – do laboratório de pesquisa até o ponto de venda no supermercado, na feira ou nos portos – demandam diversas habilidades e competências. E os jovens estão enxergando este horizonte de oportunidades.”

Segundo Carrara, uma prova deste interesse é o número de inscrições, no último processo seletivo do Curso Técnico em Agronegócio, agora em fevereiro, oferecido pelo Senar em várias partes do País. “Mais de 14 mil disputaram as 2.603 vagas ofertadas”, informa.

Ensino superior

Em busca da profissionalização de jovens e de outras pessoas que se interessam pelo setor agropecuário no País, por meio de cursos ministrados em faculdades e universidades, no entendimento de Carrara, a universidade tem um papel fundamental, “não só por ser uma geradora de conhecimento, a partir de estudos e pesquisas, mas por formar profissionais para o mercado de trabalho, carente de mão de obra especializada”.

Ele destaca que o Sistema CNA/Senar criou a Faculdade CNA de Tecnologia (Fatecna), em Brasília (DF), voltada exclusivamente para a formação de profissionais para o setor agropecuário. “A primeira turma de graduação em Agronegócio já completou um ano. Temos uma segunda em andamento e uma nova se preparando para iniciar as aulas. O curso, aprovado com nota máxima pelo Ministério da Educação (MEC), forma tecnólogos especializados em área de gestão.”

Em 2015, a Fatecna iniciou dois novos cursos de pós-graduação: “Gestão de Projetos em Agronegócio” e “Gestão Empresarial em Agronegócio”, em Brasília. “Ainda inaugurou o primeiro polo de ensino no município goiano de Alexânia, na sede do Sindicato de Produtores Rurais daquela região, onde mais de 30 profissionais estão cursando a pós-graduação em Gestão Empresarial em Agronegócio”, conta Carrara.

O Senar

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), salienta o secretário executivo da instituição, leva conhecimento aos brasileiros do campo há 24 anos, gratuitamente. “Nós avançamos muito nos últimos anos, no sentido de ampliar nossas linhas de ação e, assim, atender melhor ao produtor, ao trabalhador rural e às suas famílias.”

O Senar oferece cursos que aperfeiçoam as habilidades de trabalhadores inseridos em mais de 300 profissões do meio rural. “Temos salas de aula, sem paredes, espalhadas pelos campos de 26 Estados e do Distrito Federal. Temos dois portais de educação à distância e polos de ensino presenciais. Introduzimos novas tecnologias, incentivamos práticas de produção sustentáveis, empreendedorismo e prestamos assistência técnica para elevar a produtividade e a renda nas pequenas propriedades”, pontua Carrara.

Além de oferecer ações de promoção social e cursos de formação continuada, voltados às pessoas já inseridas nos segmentos produtivos, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural passou a atuar também em outras frentes. “O Senar já capacitou mais de 100 mil brasileiros em cursos do Pronatec, desde 2012, quando assinou um termo de adesão com o Ministério da Educação“, destaca o secretário executivo.

Ele garante que todas as capacitações profissionais oferecidas são realizadas por instrutores treinados na metodologia educacional do Senar, contando com material didático complementar, distribuído gratuitamente.

“Em 2015, ampliamos o número de vagas e de polos do Técnico em Agronegócio da Rede e-Tec no Senar, outra parceria com o MEC. O curso é oferecido à distância no portal, especialmente criado para ampliar a oferta e o acesso à educação profissional dos brasileiros que querem investir em uma carreira no agronegócio e em 62 polos de apoio presencial. É nestes polos que são desenvolvidas 20% das aulas do curso”, informa.

Para Carrara, esse diferencial do Senar no cenário do setor agrícola e pecuário nacional é muito importante, “porque com aulas práticas nos polos e visitas técnicas em propriedades e agroindústrias, o aluno amplia ainda mais seu aprendizado”. “Recentemente, fizemos três processos seletivos e atualmente contamos com polos de apoio em 20 Estados e no Distrito Federal.”

Assistência técnica no campo

De acordo com Carrara, além da falta de profissionalização no campo, a inacessibilidade à assistência técnica e extensão rural é um dos principais fatores de baixa disseminação de tecnologia na zona rural. “A extinção da Embrater — a Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural –, na década de 1990, concentrou o conhecimento entre os grandes produtores rurais e deixou órfãos os médios e pequenos. Sem apoio, homens e mulheres do campo não conseguiram acompanhar todos os avanços proporcionados pela pesquisa”, criar.

Com o intuito de melhor este cenário, ele relata que o Senar criou um modelo inovador de assistência técnica, com foco em gestão, “para realmente auxiliar pequenos e médios produtores com ferramentas, que vão além do atendimento que era feito antigamente nas propriedades”. “Nossa Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) trabalha com softwares de última geração e com o Caderno do Produtor, que auxilia na gestão, cartilhas específicas para as diversas cadeias produtivas.”

Ao longo de 2015, ele cita o lançamento de outras iniciativas que envolvem a ATeG. “A mais recente é o programa Senar em Campo, uma coleção de vídeos de curta duração, com abordagem de temas técnicos e de gestão em diferentes cadeias produtivas, para facilitar o dia a dia nas propriedades.”

Pequisas

Carrara também avalia a importância das pesquisas para melhorar as condições do campo. “Podemos dizer que a Embrapa é a maior produtora de conhecimento de agricultura tropical do mundo. É quem garantiu a abertura de novas fronteiras e crescimento da produção de alimentos no País.”

O secretário executivo do órgão também destaca que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, “com toda a sua capilaridade, está presente em todos os Estados e no Distrito Federal, e também é parceiro da Embrapa em diversos projetos”. “É quem tira a pesquisa das prateleiras e leva até o produtor. Com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), somos parceiros da Embrapa no Projeto Biomas, que começou em 2010, com a participação de mais de quatrocentos pesquisadores e professores de diferentes instituições. O projeto Biomas desenvolve estudos nos 6 biomas brasileiros para viabilizar soluções com árvores para a proteção, recuperação e o uso sustentável de propriedades rurais.

Outro projeto importante que o Senar desenvolve com a Embrapa e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é o ABC Cerrado, “que dissemina práticas de agricultura de baixa emissão de carbono e sensibiliza o produtor para que ele invista na sua propriedade de forma a ter retorno econômico, preservando o meio ambiente”.

Carrara ainda cita que o Senar é o responsável pela formação profissional dos produtores rurais, pela capacitação de instrutores e pelo treinamento dos técnicos que atuarão na assistência técnica aos agricultores, com foco em quatro tecnologias ABC: recuperação de pastagens degradadas, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), sistema de plantio direto e florestas plantadas.

Chamadas públicas

Em 2016, anuncia o secretário executivo do Senar, a entidade participará das chamadas públicas de Assistência Técnica do Ministério da Agricultura. “Nas primeiras concorrências vencidas, com a ATeG, serão atendidas 3.680 propriedades de bovinocultura de leite, em seis Estados.”

Segundo Carrara, “o Senar também é um dos parceiros do governo do Reino Unido e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na execução do projeto Rural Sustentável. A iniciativa, que também tem a coordenação do Mapa, prevê a difusão de tecnologias de baixa emissão de carbono em dois biomas brasileiros: Mata Atlântica e Amazônia”.

FONTE: Sociedade Nacional de Agricultura

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Ministério vai criar cadastro de produtividade para as propriedades rurais

Novidade, anunciada na Câmara dos Deputados, ajudará a calcular os riscos para o seguro rural

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O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, André Nassar, disse que o governo pretende criar um cadastro com informações de produtividade das propriedades brasileiras para apoiar o seguro rural. A novidade foi anunciada durante um seminário na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (3), promovido pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em plenário lotado de parlamentares e representantes do setor produtivo.

Segundo Nassar, o cadastro de produtividade ajudará a calcular os riscos das lavouras para o seguro rural. “O ministério vai dizer qual é o risco e não as seguradoras”, comentou. O secretário adiantou também que o governo pretende ampliar, no novo Plano Agrícola 2016/2017, a negociação coletiva para a contratação do seguro rural. O plano safra deverá ser lançado até o final do primeiro semestre deste ano.

De acordo com Nassar, o governo tem como meta para subvencionar o seguro um orçamento de R$ 1,1 bilhão. Isso daria, projetou, para segurar cerca de 31 milhões de hectares, protegendo, assim, 100% do custeio das oito principais culturas do país.

Para a próxima temporada, o governo federal estuda formas de diversificar as fontes de crédito de custeio. “Diante da desaceleração dos recursos captados pelos depósitos à vista e da poupança rural, o governo pretende intensificar a oferta de recursos para financiar o custeio da safra agrícola com fontes da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRA), Cédula do Produto Rural (CPR) e da Cédula do Produto Rural do setor florestal”, disse Nassar.

Outro ponto defendido pelo secretário do Mapa é dar mais destaque ao financiamento de comercialização. “Como os preços das commodities caíram no mercado internacional, o agricultor precisa ter segurança e tranquilidade para negociar seu produto em uma época melhor época.”

A partir da próxima safra, acrescentou o secretário, o zoneamento de risco climático será feito pela faixa de risco (20%, 30% e 40%) de determinado município para a soja e milho em cada época de plantio, e não mais como vinha sendo feito anteriormente, com percentual de 20%. Gradativamente, o novo formato será aplicado as outras culturas zoneadas. O estudo está sendo feito em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O governo estuda ainda uma forma de antecipar os recursos de financiamento de estocagem do Funcafé, informou o secretário de Política Agrícola. Na safra 2015/2016, o crédito foi liberado entre 1º de abril a 30 de janeiro do ano seguinte.

O secretário de Política Agrícola defende que os estoques oficiais sejam apenas para o abastecimento. Ele propõe que o governo apoie o produtor, com subvenção, para que ele busque no mercado a melhor opção de comercialização, em vez   de comprar o produto para garantir a renda agrícola.

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de comunicação social
Inez De Podestá
inez.podesta@agricultura.gov.br
imprensa@agricultura.gov.br

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Satélite vai apontar a situação nos 5,2 milhões de imóveis rurais no país

Com as informações, será possível identificar as áreas de preservação permanente (APPs) e de reservas legais em cada propriedade e acompanhar a recuperação da cobertura vegetal onde a lei exigir

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BRASÍLIA – A partir de dezembro deste ano, as imagens captadas por um satélite alemão contratado pelo governo brasileiro vão apontar a situação nos 5,2 milhões de imóveis rurais que existem no país. Com as informações, será possível identificar as áreas de preservação permanente (APPs) e de reservas legais em cada propriedade e acompanhar a recuperação da cobertura vegetal onde a lei exigir.

O georreferenciamento realizado a partir desse equipamento é uma exigência do novo Código Florestal brasileiro e serve como base para a elaboração do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Pela nova lei, todos os produtores terão que aderir ao CAR.

Com o contrato assinado, pelo Ministério do Meio Ambiente, a empresa paulista Santiago e Cintra Consultoria – responsável pelo uso do satélite – terá que entregar, em dois meses, as imagens captadas ao longo de todo o ano de 2011. O acordo custou aos cofres do governo R$ 28,9 milhões.

“O cadastro nasce com o que tem de melhor em tecnologia, hoje, em termos de informação. Pela primeira vez, teremos um conjunto de imagens de todo o país, em alta resolução”, destacou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. 

Segundo ela, as imagens também serão disponibilizadas para os órgãos ambientais estaduais e municipais, que serão os responsáveis pela formulação do CAR em cada região. “Essa tecnologia vai aprimorar a gestão e fiscalização no país. É uma mudança bastante expressiva no dia a dia da gestão florestal”, avaliou.

Como a contratação do serviço prevê o compartilhamento das imagens com outros ministérios e órgãos do governo federal, o material captado também poderá ser usado para o Censo Agropecuário, previsão de safra agrícola, e para o acompanhamento de queimadas e desmatamento ilegal em unidades de conservação.

Cerca de 500 equipamentos, conhecidos como plataforma de coleta de dados, serão distribuídos para técnicos do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama) e do Instituto Chico Mendes (ICMBio). O equipamento funciona como um celular capaz de carregar as imagens captadas pelo satélite, apontando detalhes para facilitar a chegada dos fiscais às áreas afetadas.

Segundo o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Guilherme Cabral, o problema de regularização fundiária na Amazônia é um dos dificultadores do processo de fiscalização da derrubada ilegal de árvores. Com as imagens e a consolidação dos dados no CAR, Cabral acredita que será possível identificar quem é o proprietário da área, além de “acelerar e dar mais confiabilidade ao processo de fiscalização, que é uma ação decorrente do cadastro”.

A empresa contratada também terá que repassar a metodologia de análise dos dados para os estados e municípios e os outros órgãos federais. A intenção do governo é criar uma base uniforme, já que hoje as diferentes metodologias e tipos de imagens utilizados, muitas vezes, resultam em dados controversos sobre uma mesma avaliação, como a de áreas desmatadas no país.

Uma equipe do Ministério do Meio Ambiente também está levantando dados de outros satélites já utilizados para monitorar o desmatamento, por exemplo, desde 2007, que vão complementar, com as novas imagens, o Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar). De acordo com a ministra, um acordo com o Exército Brasileiro vai possibilitar a recuperação de imagens da cobertura vegetal do país na década de 1960.

FONTE: DIÁRIO NOROESTE (A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, fala sobre o novo código florestal brasileiro no programa Bom Dia, Ministro Foto: Elza Fiuza/ABr)

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Paraná se preparou para inscrever 532 mil imóveis no Cadastro Ambiental Rural

img_68239_20131128CURITIBA – O Governo do Paraná executou uma série de medidas e está capacitando 1,5 mil técnicos para auxiliar e orientar os proprietários de terra do Estado a fazer o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é uma ação obrigatória para o cumprimento do novo Código Florestal brasileiro. A meta é cadastrar 532 mil imóveis paranaenses no sistema. 
O Paraná é o segundo Estado brasileiro em número de propriedades rurais, sendo que 93% das áreas são de pequenos produtores. 

“O nosso Estado se preparou realizar o cadastramento. Vamos trabalhar em conjunto com entidades de classe e outras instituições do setor agrícola”, explica o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcísio Mossato Pinto. 

O Governo Federal repassou para os estados e municípios a responsabilidade de executar o cadastro dos imóveis rurais. Apesar do volume de áreas, o Paraná deve receber apenas 0,15% dos R$ 323 milhões que o governo federal vai liberar para os Estados para o processo de cadastro. 

SISTEMA – O Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SICAR) funciona pela internet e permite o registro das áreas rurais com base em imagens georreferenciadas. É obrigatória a inscrição das reservas legais e das áreas de proteção ambiental de todas as propriedades rurais do País. 

Os produtores terão um ano, prorrogável por mais 12 meses, para cadastrar o imóvel rural no CAR. “Depois que o sistema estiver em funcionamento, aqueles que se cadastrarem terão benefícios como o acesso a crédito, prazo de até 20 anos para a readequação dos seus imóveis e outros apoios para subprogramas”, informa o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos Luiz Eduardo Cheida. 


SAIBA MAIS 
PERGUNTAS E RESPOSTAS 


O que é CAR? 

O Cadastro Ambiental Rural (CAR) consiste no registro público eletrônico das informações ambientais do imóvel rural. 

O CAR é obrigatório? 
O Novo Código Florestal, Lei nº 12.651, de 2012, estabelece que todos os imóveis rurais sejam cadastrados. O Poder Público está oferecendo as ferramentas necessárias para o devido cumprimento da Lei. 

Quem deverá fazer o CAR? 
O cadastro será obrigatório para todos os imóveis rurais e é a principal ferramenta de regulamentação ambiental do novo Código Florestal. Mesmo imóveis que já possuam Reserva Legal averbada (SISLEG) deverão efetuar o CAR. 

Quem poderá ajudar no preenchimento do CAR? 

O proprietário rural de pequena propriedade ou posse rural familiar poderá solicitar o apoio institucional para proceder a inscrição no CAR. 

Como fazer o CAR? 
O preenchimento deverá ser feito eletronicamente utilizando aplicativo para inscrição disponível no site www.car.gov.br. 

O que precisa ser declarado no CAR? 

O CAR é composto de dados pessoais do proprietário ou possuidor rural, podendo ser pessoa física ou jurídica, além de dados cadastrais e da localização georreferenciada das Áreas de Preservação Permanente (APP), áreas de Reserva Legal (RL) e áreas de uso restrito – AUR de todos imóveis rurais do país. 

Depois do cadastro o que acontece? 

Após a validação das informações inseridas no sistema, é gerado um demonstrativo da situação ambiental do imóvel. Essa situação poderá ser considerada regular em relação às áreas de interesse ambiental ou, caso possuam algum passivo, serão consideradas pendentes de regularização.

 

 

FONTE: DIÁRIO DO NOROESTE michael kors tasche jet set

Profissionais recebem treinamento sobre Cadastro Ambiental Rural

img_80658_20141028Servidores municipais e representantes de sindicatos rurais e de associações de diferentes municípios da região estiveram ontem em Paranavaí para uma capacitação sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR). O objetivo foi prepará-los para que possam orientar os proprietários que precisam fazer a regularização. 

O CAR é obrigatório para quem tem propriedade na área rural. O prazo terminará em maio de 2015 e se a regularização não for feita, o proprietário não poderá fazer transações imobiliárias e estará sujeito a processo administrativo e multa. Além disso, terá restrições na hora de tentar realizar financiamentos e acessar créditos bancários.

De acordo com o técnico do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) Doraci Ramos de Oliveira, que ministrou o treinamento de ontem, com o cadastramento, os proprietários rurais poderão resolver todas as pendências relativas às áreas de preservação permanente e às reservas florestais.

O imóvel rural com até quatro módulos fiscais – em Paranavaí cada unidade tem 20 hectares – não terá de passar pela recomposição da reserva legal. Mesmo assim será necessário fazer o Cadastro Ambiental Rural.

Oliveira afirmou que o CAR também é importante para garantir a preservação das áreas com cobertura florestal, à medida que permitirá fazer o monitoramento via satélite.

Fonte: DIÁRIO DO NOROESTE

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Rossoni sanciona lei para adequar imóveis ao novo Código Florestal

“Essa lei traz clareza e facilita a interpretação das exigências por parte dos agricultores paranaenses”, disse Rossoni. “É uma oportunidade para que os produtores regularizem suas propriedades de acordo com o novo Código Florestal”

CURITIBA – O governador em exercício, deputado Valdir Rossoni, sancionou ontem a Lei Estadual que normatiza o Programa de Regularização Ambiental (PRA), que trata da adequação das propriedades rurais do Estado ao novo Código Florestal. 
Paraná é o primeiro Estado brasileiro a regulamentar a legislação segundo as metas estabelecidas pela lei federal. A assinatura ocorreu durante a premiação da 19ª edição do programa Agrinho, da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), realizada em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, com a presença de produtores rurais e lideranças do setor de todo o Estado. 
Proposta pelo Executivo estadual, a lei foi aprovada pela Assembleia Legislativa no começo de novembro. “Essa lei traz clareza e facilita a interpretação das exigências por parte dos agricultores paranaenses”, disse Rossoni. “É uma oportunidade para que os produtores regularizem suas propriedades de acordo com o novo Código Florestal”, afirmou. 
Valdir Rossoni destacou que a lei foi elaborada com ampla participação dos representantes de entidades ligadas ao meio ambiente e agricultura. “Mais uma vez o Paraná dá exemplo aos outros estados brasileiros com uma lei moderna e bem elaborada”, disse. 

SEGURANÇA – O PRA é um conjunto de ações a serem desenvolvidas por produtores agrícolas, com o objetivo de adequar as propriedades à regularização ambiental, como o Cadastro Ambiental Rural, o Termo de Compromisso e o Projeto de Recomposição de Áreas Degradadas e Compensação de Reserva Ambiental. 

REGULARIZAÇÃO – A lei mantém todas as conquistas em relação às áreas consolidadas e isenção de recomposição de reserva legal para imóveis inferiores a 72 hectares existentes até 22 de julho de 2008. 

Nesses casos de dispensa de regeneração, os proprietários, após se inscreverem no Cadastro Ambiental Rural, poderão pedir a baixa na averbação junto aos Cartórios de Imóveis. 
De acordo com a lei, as propriedades rurais com área acima de 72 hectares, em média (4 módulos), ou desmembradas após 22 de julho de 2008, poderão somar as Áreas de Preservação Permanente (APPs ou matas ciliares) às áreas de Reserva Legal para alcançar os 20% exigidos de área ambientalmente protegida. 

O novo Código federal, aprovado em maio de 2012, criou dois mecanismos de regularização ambiental: o Cadastro Ambiental Rural e o Programa de Regularização Ambiental. 
Os mais de cinco milhões de produtores rurais de todo o país estão obrigados a proceder a inscrição de suas propriedades no Cadastro Ambiental Rural e, com esse registro, aderir ou não ao Programa de Regularização Ambiental. Aqueles que aderirem, em determinados casos, terão suas multas ambientais suspensas. 

RESPONSABILIDADE SOCIAL 

O Agrinho é o maior programa de Responsabilidade Social do Sistema Faep/Senar-PR. O objetivo é estimular o desenvolvimento de trabalhos em diversas áreas nas escolas do Paraná, fornecendo material pedagógico e capacitação aos professores para trabalharem os temas da saúde, educação sexual, ética, pluralidade cultural, cidadania e meio ambiente. 

Ao longo do ano envolveu mais de um milhão de crianças e adolescentes e cerca de 80 mil professores. Na edição de 2014, mais de 6 mil trabalhos foram inscritos no Concurso Agrinho/2014. “Um importante programa que valoriza a educação e o trabalho com as crianças paranaenses. O Estado é um parceiro que incentiva essas iniciativas”, afirmou Valdir Rossoni. 

Foram entregues 311 prêmios para alunos e professores. Os cinco melhores trabalhos ganharam um carro zero quilômetro – quatro para os professores da rede pública e um para rede particular. 
Os professores desenvolvem ao longo do ano projetos pedagógicos, pesquisas e atividades práticas dos alunos que estimulam a participação da família e da comunidade.

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O governador em exercício, deputado Valdir Rossoni (esq), participa da solenidade de Premiação do Concurso Agrinho 2014, promovido pela Federação da Agricultura do Paraná (FAEP) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR PR) Foto: Orlando Kissner/ANPr

Fonte: Diário do Noroeste

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Cadastro Ambiental é obrigatório a proprietários rurais e tem prazo

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O Cadastro Ambiental Rural é obrigatório para todos os imóveis rurais do país. Seu objetivo é promover a identificação, regularização ambiental e monitoramento das propriedades e posses rurais

Apenas 6,20% de cerca de 530 mil propriedades rurais do Paraná estão com seus dados registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O prazo vai até 5 de maio. 

Os proprietários que não se cadastrarem terão dificuldades para conseguir linhas de crédito e financiamentos. Quem perder o prazo também perderá benefícios previstos na lei nº 12.651/2012 (Novo Código Florestal), como a suspensão de multas administrativas por corte irregular de vegetação no imóvel e a possibilidade de regularizar áreas de Reserva Legal. 

Até o fim de fevereiro, 33.078 das mais de 532 mil propriedades rurais paranaenses estavam cadastradas. 
“Precisamos continuar explicando ao proprietário a necessidade do CAR e que, com ele, o produtor rural poderá ter segurança jurídica para investir e conservar o imóvel. As irregularidades atuais dos imóveis serão discutidas e exigidas no momento da homologação do cadastro através de termos de compromisso”, explica o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto. 

O QUE? – O Cadastro Ambiental Rural é obrigatório para todos os imóveis rurais do país. Seu objetivo é promover a identificação, regularização ambiental e monitoramento das propriedades e posses rurais. 

As inscrições no CAR devem ser feitas no endereço eletrônico www.car.gov.br .

Enquanto o cadastro não for avaliado pelo IAP ele constará como ativo, o que permite transações imobiliárias. Durante o processo de análise, o órgão poderá alterar o status do cadastro com o objetivo de aprovar, corrigir ou regularizar as pendências ambientais juntamente com o proprietário ou possuidor do imóvel. Assim, o demonstrativo do CAR da propriedade poderá estar Ativo, Pendente ou Cancelado. 

DÚVIDAS FREQUENTES – Para sanar algumas dúvidas frequentes dos proprietários rurais, o IAP preparou uma lista de perguntas e respostas. Mais informações podem ser consultadas no site do órgão.

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Sul é a região mais atrasada em relação ao Cadastro Ambiental Rural

noticia_3e3482bef36c03be4d30bb5f7ed0d094Pedro Loyola, economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), alertou que o Paraná está bastante atrasado, em relação aos demais Estados, quanto ao CAR (Cadastro Ambiental Rural).

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Em junho, 80% das propriedades rurais localizadas no Norte do País já tinham feito o CAR, contra 53% no Centro-Oeste, 50% no Sudeste e 23% no Nordeste. A região Sul aparece na lanterna, com menos de 20% das propriedades com tudo já regularizado.

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Dos 15 milhões de propriedades rurais que precisam ser cadastradas, somente um terço já o fez no Paraná. Como o Estado é caracterizado basicamente por pequenas propriedades, em número de produtores que fizeram o seu CAR, o Estado está bem classificado, em quarto lugar. Mas em relação à área, está muito distante, ressaltou Loyola.

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FAZER BEM FEITO – O economista da FAEP destacou ser fundamental que todas as informações estejam totalmente corretas no cadastro porque as mesmas serão repassadas para todos os órgãos. “O problema é fazer mal feito. Isso não é algo que se possa fazer na última hora. É fundamental contar com a orientação de um profissional”, afirmou, ressaltando que a FAEP conta com pessoal especializado para orientar o produtor.

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Ele lembrou que o prazo final para aderir ao CAR é 6 de maio de 2016 e não será prorrogado novamente. “Depois de 14 anos brigando no Congresso Nacional, não há ninguém querendo alterar nada. A briga é por não mudar, para não perder benefícios obtidos”, disse.

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CONSEQUÊNCIAS – A partir da data limite, quem não tiver o CAR não poderá mais ter acesso ao Crédito Rural para custeio de safra ou investimentos, fazer transação comercial em registro de imóveis, obter licenciamento ambiental do IAP e perderá todos os direitos de revisão de multas e autuações aplicadas antes da promulgação do Novo Código Florestal.

Fonte: https://www.diariodonoroeste.com.br/noticia/cotidiano/estadual/70474-sul-e-a-regiao-mais-atrasada-em-relacao-ao-cadastro-ambiental-rural

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Distrito de São José do Ivaí foi sede do 8º Encontro de Produtores Rurais

Foi realizado durante a última sexta-feira (23) no Distrito de São José do Ivaí o 8º Encontro do Agricultor, promovido e organizado pelo Sindicato Rural Patronal e Copagra, em parceria com a Prefeitura Municipal de Santa Isabel do Ivaí e demais apoiadores. 
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Esse Encontro teve como objetivo levar informações e conhecimentos aos produtores rurais e seus familiares, oferecendo também a confraternização e interação entre os agricultores da região sendo também uma forma dos organizadores, Sindicato Rural, Copagra, Governo Municipal e apoiadores valorizar, parabenizar e agradecer a cada produtor presente pelo trabalho no campo que leva o alimento a mesa de cada família da cidade. 
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Ainda como forma de prestigiar os produtores rurais foram ministradas palestras sobre o Cadastro Ambiental Rural – CAR, pelo Instrutor do SENAR/PR. Sr. Renato de Souza Correa e sobre o Período de Transição Pré e Pós parto de bovino ministrada pelo Dr. Alberto Massashi Assakura, Médico Veterinário – Sescoop-pr/Coofepar. 
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Estiveram presentes no evento várias autoridades de toda região e fizeram parte da mesa de trabalho: Sr. Antônio Gomes, presidente do Sindicato Rural; Sr. Jonas Kondo, presidente da Copagra; Beto Campos, prefeito municipal e Sr. Demario da Silva (Marinho) Gerente da Unidade da Copagra em Santa Isabel do Ivaí.

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Prefeito Beto Campos com autoridades durante a abertura do 8º Encontro de Produtores

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Fonte: https://www.diariodonoroeste.com.br/noticia/regiao/santa-isabel-do-ivai/72443-distrito-de-sao-jose-do-ivai-foi-sede-do-8o-encontro-de-produtores-rurais-

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Brasil precisa cadastrar 146,6 milhões de hectares de área rural até maio

O prazo para que os produtores rurais façam o Cadastro Ambiental Rural (CAR) termina em 5 de maio de 2016 e, até lá, 146,6 milhões hectares de área rural ainda precisam ser cadastrados. O último boletim divulgado pelo Serviço Florestal Brasileiro, com dados até 30 de novembro, mostra que 251,3 milhões hectares já foram registrados no Sistema Nacional de CAR (Sicar), que representa 63,16% da área passível de cadastro.
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O CAR foi regulamentado em maio de 2014 e, em maio de 2015, o prazo para cadastro das terras foi prorrogado por um ano, quando 52,8% da área já tinham sido cadastrados. Segundo a diretora de Políticas Públicas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), integrante do Observatório do Código Florestal, Andrea Azevedo, o ritmo de cadastro pode ter diminuído porque alguns produtores, que muitas vezes não dependem de crédito bancário, não estão se sentindo compelidos porque acham que o prazo deverá se estender ainda mais.
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Criado pela Lei do Código Florestal, o CAR é um sistema eletrônico que integra as informações das propriedades rurais e será a base de dados para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento no Brasil. No sistema, os produtores devem informar os dados cadastrais e a localização georreferenciada das áreas de Preservação Permanente, de Reserva Legal e de Uso Restrito.
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Andrea explicou que a falta de regras claras e de regulamentação dos programas de Regularização Ambiental (PRA) por parte dos estados também desestimula o cadastramento. “É o PRA que mostra como as pessoas que têm passivo florestal vão se adequar, se vão poder compensar, como serão a regras de regularização. Então, se eu sou um produtor que tem passivo, a primeira coisa que eu quero saber pra entrar no CAR são as regras de recuperação e isso são pouquíssimos estados que têm publicado e discutido com a sociedade, inclusive”, disse ela.
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O percentual de área cadastrada na Região Norte é de 80,72%; no Nordeste, 33,94%; no Centro-Oeste, 61,76%; no Sudeste, 59,78%; e no Sul, 29,34% da área passível de cadastro já estão no Sicar.
Segundo o diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Raimundo Deusdará, não há perspectiva de mais prazo para o cadastro. “Não há nenhuma sinalização e nem é do entendimento técnico que deva haver prorrogação de prazo”, afirmou.
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Responsabilidades dos estados
Os estados e o Distrito Federal têm a maior competência legal no Código Florestal. O governo federal está estruturando o Sicar, que é construído em módulos, e os estados é que vão checar e validar o CAR das propriedades, que vão dizer quais as regras do PRA, que vão monitorar a implementação e o cumprimento do código. Apesar do governo federal ter em 2015, disponibilizado recursos por meio de parcerias, como com a Caixa Econômica e o governo da Alemanha, o CAR é um instrumento que veio adicionalmente às atribuições de gestão ambiental que os estados já tinham e está sendo absorvido pelo orçamento existente.
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“Obviamente que a maioria dos estados não tem dinheiro para isso. Na Amazônia, muitos estão acessando dinheiro do Fundo Amazônia, mas alguns estados do Nordeste estão superatrasados. Existem casos de estados querendo deturpar a lei do código, tentando ser mais flexível. Faltam, sim, recursos financeiros, mas também recursos humanos para validar essa quantidade de CAR”, disse Andrea Azevedo.

Fonte: https://www.diariodonoroeste.com.br/noticia/economia/agronegocios/74512-brasil-precisa-cadastrar-146-6-milhoes-de-hectares-de-area-rural-ate-maio

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